Cafezinho brasileiro: consumo, cafés especiais e o valor por trás da xícara

"O café coado sai R$ 16, se for microlote, ou R$ 21, se for do tipo raridade." É assim que o barista — não o garçom — convence o cliente a provar um grão de Carmo de Minas (MG), da variedade catiguá. O café que parece caro no Instagram carrega uma história de produção que ajuda a explicar a singularidade socioeconômica do Brasil, onde o café é muito mais do que tradição.

O brasileiro bebe de quatro a seis xícaras de café por dia. É a segunda bebida mais consumida no país, atrás apenas da água.

Cafezinho brasileiro: consumo, cafés especiais e o valor por trás da xícara

Do pingado ao microlote

Numa capital movida a cafeína como São Paulo, os grãos especiais ganham cardápios completos em cafeterias de nicho. É para esses lugares que muitos cafés de altíssima qualidade são enviados — e onde o público pode ser um apreciador exigente ou alguém que só quer o famoso pingado.

Para convencer o cliente a pagar mais, é preciso o encanto do barista. É ele quem traduz os números por trás da xícara e o esforço que cooperativas, associações e institutos de pesquisa fazem para difundir qualidade no mercado doméstico.


O que o delivery mostra sobre o consumo

No último ano, a demanda por café no iFood cresceu 32%, e o número de cafeterias parceiras subiu 22%. Cappuccino e café com leite lideram os pedidos, seguidos pelo café preto tradicional.

As tendências mostram interesse por bebidas diferentes e geladas. “O consumidor busca no app uma experiência de cafeteria gourmet, com bebidas personalizadas e sabores como avelã e caramelo”, informou o iFood. Mas o café “raiz” não perde espaço: o coado puro teve o maior ganho de novos pedidos em volume, com alta acima de 60%.


Por que o café especial vale mais

O café especial fora de casa ainda custa caro diante do salário mínimo. O objetivo das campanhas da cadeia é mostrar o que está por trás desse valor: um avanço do setor em qualidade e verticalização, que inclui colheita, industrialização, derivados e turismo rural.

  • O Brasil é o país com mais regiões produtoras de café do mundo: mais de 70 mesorregiões, 35 origens mapeadas e 14 indicações geográficas, segundo a BSCA.
  • Mais de 1,5 mil produtores já foram premiados pela qualidade do café.
  • O café chegou ao país em 1727 e está perto de completar três séculos de história.

Qualidade, certificação e embalagem

Ao longo dessa história, o café brasileiro ganhou força em certificação e sustentabilidade. O programa de certificação de cafés torrados da ABIC existe desde 1989, e o selo de cafés sustentáveis, desde 2007. Esses programas abriram caminho para auditorias mais robustas e para atender mercados estrangeiros exigentes, como Alemanha e Bélgica.

Hoje, com mais de 38 mil empresas no setor, competir só por preço não basta. A diferenciação depende de atributos como certificações, rastreabilidade e posicionamento — e 87% dos consumidores consideram produtos certificados superiores, segundo pesquisa do Instituto Axxus com a ABIC. Os detalhes estão em selos e certificações de café.

A cadeia também aprendeu a melhorar a embalagem, incluindo mapa, informações sobre a região e sobre o produtor. “O consumidor de café busca mais do que o produto em si. Ele valoriza o impacto socioambiental”, afirma Jack Strimber, CEO da Packster.


Como a Packster ajuda

A Packster produz embalagens para café com impressão digital, que permitem contar a história de cada origem, lote ou produtor em tiragens pequenas — inclusive no formato de 100 g, pensado para degustação de microlotes. Veja as opções em embalagens para café.


Perguntas frequentes

Quantas xícaras de café o brasileiro bebe por dia?

Entre quatro e seis. O café é a segunda bebida mais consumida no Brasil, atrás da água.

Por causa da produção em pequenos lotes, da seleção dos grãos, das certificações e da rastreabilidade de origem.

Mais de 70 mesorregiões, 35 origens mapeadas e 14 indicações geográficas, segundo a BSCA.

Sim. No último ano, a demanda por café no iFood cresceu 32%, e o número de cafeterias parceiras subiu 22%.

Cappuccino e café com leite lideram, seguidos pelo café preto tradicional; o coado puro teve a maior alta em novos pedidos.

O programa de certificação de cafés torrados da ABIC existe desde 1989, e o selo de cafés sustentáveis, desde 2007.

Em 1727. O café está perto de completar três séculos de história no país.

A origem, a região e o produtor. Mapas e informações da fazenda ajudam o consumidor a entender o valor do café.