Flexografia x impressão digital: qual escolher para suas embalagens

A flexografia imprime por meio de chapas em relevo (clichês) e é pensada para tiragens grandes e repetitivas. A impressão digital imprime direto do arquivo, sem chapas, e é a melhor escolha quando você precisa de tiragens menores, várias artes, detalhes finos e agilidade. A decisão depende de volume, variedade de SKUs e prazo.

Flexografia x impressão digital: qual escolher para suas embalagens

Como funciona a flexografia

A flexografia funciona como um carimbo rotativo. A arte é gravada em relevo numa chapa flexível, o clichê. Um cilindro com microcavidades, o anilox, deposita a tinta no clichê, que a transfere para o material a cada rotação.

As partes principais da impressora são:

  • Anilox: cilindro que dosa e transfere a tinta
  • Clichê: chapa com a arte em relevo — uma para cada cor
  • Rolos porta-clichê: onde as chapas são fixadas
  • Acessórios: viscosímetro automático e sistemas de visão por câmera para controlar a cor

A flexografia imprime em plástico, papel, alumínio e cartão, com tintas à base de solvente, água, cura UV ou feixe de elétrons — cada uma com seu sistema de secagem.


Como funciona a impressão digital

Na impressão digital, o arquivo vai direto do computador para a impressora. Não há clichê: o "molde" é o próprio arquivo. Com menos etapas mecânicas, é mais fácil reproduzir tons complexos e trocar de arte entre uma embalagem e outra.

Isso é valioso no varejo, em que a mesma marca tem várias versões do produto na prateleira — sabores, texturas, edições. Com a impressão digital, cada versão pode ter sua arte, no mesmo pedido.


Comparativo

CritérioFlexografiaImpressão digital
MatrizUm clichê por cor, com custo e prazo de confecçãoNenhuma — imprime do arquivo
Tiragem idealMuito grande e repetitivaPequena e média, ou muitas variações
Várias artesCada arte exige novos clichêsVárias artes no mesmo pedido
Detalhes e textos pequenosMais difícil em detalhes muito finosAlta definição
CoresTintas misturadas; mais variação entre planejado e impressoGama ampla e fiel ao arquivo
Mudança de arteExige novos clichêsTroca de arquivo
Acerto de máquinaMais material e tempo perdidosMenos desperdício
Custo unitário em grandes volumesMais baixoMais alto

Quando escolher cada uma

Flexografia compensa quando o produto tem uma única arte, estável, e é produzido em volumes muito altos por muito tempo. O custo das matrizes se dilui na escala.

Impressão digital é a melhor escolha quando:

  • Você está lançando ou testando um produto
  • Tem muitos SKUs, sabores ou edições
  • A arte muda com frequência, por legislação ou campanha
  • Precisa de prazo curto
  • O design tem detalhes finos, fotos e degradês
  • Quer evitar estoque parado de embalagem

Impressão e sustentabilidade

O setor caminha para materiais e processos mais sustentáveis. Segundo estudo do FGV Ibre para a Abre, a participação dos plásticos no valor bruto da produção de embalagens recuou de 36,2% para 33,2% desde 2021. Ao mesmo tempo, o consumo de embalagens plásticas flexíveis cresceu 2,5% em 2023, segundo a Abief.

A impressão digital contribui ao produzir só o necessário e reduzir o material perdido em acertos de máquina e em embalagens descartadas por arte desatualizada. Veja em embalagem flexível sustentável.


Como a Packster ajuda

A Packster é o braço digital da Zaraplast e produz embalagens flexíveis com impressão digital, com várias artes no mesmo pedido e acessórios como zíper e rasga fácil. Veja os formatos em Comprar por Produto e as vantagens em impressão digital de embalagens.


Perguntas frequentes

Qual a diferença entre flexografia e impressão digital?

A flexografia usa chapas em relevo (clichês) para transferir a tinta. A digital imprime direto do arquivo, sem matrizes.

Em tiragens muito grandes e com uma única arte, a flexografia tende a ter custo unitário menor. Em tiragens menores ou com várias artes, a digital costuma sair mais em conta, porque não tem custo de clichês.

A impressão digital reproduz com mais facilidade detalhes finos, textos pequenos, fotos e degradês.

É a chapa flexível com a arte em relevo. É preciso um clichê para cada cor.

É o cilindro com microcavidades que dosa e transfere a tinta para o clichê na flexografia.

Quando o produto tem uma única arte, estável, produzida em volumes muito altos por muito tempo, diluindo o custo das matrizes.

Em lançamentos e testes, com muitos SKUs ou edições, quando a arte muda com frequência, o prazo é curto ou o design tem detalhes finos.

Sim. Na digital basta trocar o arquivo; na flexografia, cada nova arte exige novos clichês.